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Prática de autocuidado é ferramenta para vida pessoal, social e profissional

Corações e Mentes em Ação

Edição N.º 17 - Junho de 2022

O mês de maio acabou de acabar e, junto com ele, se vai o mês das mães — pelo menos, comercialmente falando. Acontece que, independente da data em que estivermos, quem é mãe é mãe em tempo integral, seja em maio, em junho, em dezembro, durante ou depois do expediente. E isso vale para todas, inclusive para as professoras que têm filhos e que, quando deixam a sala de aula com dezenas de estudantes, voltam para casa e encontram, muitas vezes, crianças da mesma idade que os seus alunos. Esse é o caso da professora Maria Angélica, do Colégio Estadual Cívico Militar Professor Segismundo Antunes Netto, em Siqueira Campos, no Paraná.

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Maria Angélica é professora de cinco turmas e dá aula para adolescentes que têm entre 11 e 17 anos de idade. Ao todo, são 147 estudantes. Além de toda essa juventude, a professora vive diariamente com sua filha, que também tem 11 anos. A docente conta que, desde 2020, a filha trata uma ansiedade com pessoas profissionais da saúde mental. Por conta disso, Maria tem se informado e se aproximado cada vez mais sobre o assunto. Foi também esse contexto que a fez notar que os estudantes estavam precisando de um acolhimento especial nesse sentido no retorno às aulas presenciais em março deste ano.

“No finalzinho do mês de março, teve um dia em que eu saí da escola com uma grande angústia, por causa das situações de conflito e de confronto que estavam acontecendo na nossa sala de aula. Por mais que eu seja aquela professora que é ‘mãezona’, que tenta ajudar, que está sempre disposta, foi uma enxurrada de problemas nessa volta às aulas”, lembra. “Pela vivência que eu acumulo com a minha filha, entendi que era uma questão de saúde mental. Então, propus criar uma formação de acolhimento para a docência da minha escola e iríamos pensar em como construir isso do zero. Foi aí que encontrei a formação de vocês! Era exatamente o que a gente estava precisando”, conta Maria Angélica. 

A formação citada pela professora do Paraná é o Aprendizagem para Corações e Mentes, curso do SEE Learning — um programa internacional desenhado para fomentar a aprendizagem social, emocional e ética em todos os níveis da educação básica. O curso é elaborado pelo Centro de Ciência Contemplativa e Ética Baseada em Compaixão da Emory University. Focado em levar compaixão para dentro da sala de aula, a formação está com as inscrições abertas para novas turmas.

Impactos pessoais, na família e na escola

“É tanta gratidão pelas coisas que chegam até nós que não tem como duvidar da existência de Deus”, conta a professora. A docente nos revelou que, além da filha, ela mesma também estava sentindo sintomas de ansiedade, chegou a ter crises e, por estar no final de uma gestação, sofreu de forma agravada. Contudo, com as técnicas de autocuidado aprendidas no curso, tem dormido melhor e suas crises estão diminuindo. “Em um dia, faço a prática de autocuidado de manhã, no outro, faço de tarde”, conta. 

“Na terceira semana do curso, consegui sensibilizar a minha filha a fazer a prática de autocuidado comigo. Começamos em um domingo e, na segunda-feira, quando eu fui despertá-la, vi que ela já tinha acordado e que estava ali, sentada na cama, fazendo uma prática sozinha”, relata. “Eu fico até emocionada, porque você vê que ela já entendeu que cuidar dela faz bem, que é importante, e agora a gente costuma fazer essas práticas juntas. Além de fortalecer a nossa relação como mãe e filha, a prática está fazendo bem para ela também”, afirma.

Na escola, Maria Angélica conta que passou a realizar as práticas de autocuidado com os estudantes e também aderiu às estratégias de atenção, que são ensinadas no primeiro módulo do curso. “Agora, eles começaram a pedir para fazermos as práticas”, afirma.

“Tenho uma sala que é um verdadeiro desafio. São muitos com ansiedade, com situações de luto pós-covid… Desde que a gente começou a fazer as técnicas de atenção e de autocuidado, a dinâmica da sala melhorou. O que antes era eu pedindo atenção repetidas vezes, agora se transformou em um gesto com a mão”, compartilha a professora.

 

E você, já pensou em levar atividades que priorizam a saúde mental de estudantes para a sala de aula? E adotar essas atividades na sua rotina e na rotina da sua família? Venha conhecer o Aprendizagem para Corações e Mentes e descubra como transformar a sua vida pessoal e profissional.

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