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O que o esqueleto tem a ver com levar conceitos de amabilidade para a sala de aula?

Corações e Mentes em Ação

Edição N.º 20 - Setembro de 2022

Você consegue se lembrar quando e como você aprendeu os conceitos de generosidade e gentileza? Muito provavelmente, o que você aprendeu se deu na base da experiência, lá na infância, percebendo como você se sentia bem com alguma atitude amável que alguém teve em relação a você e, assim, passou a repetir essa mesma atitude com os outros. 

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Há quem tenha passado por um momento de aprendizado muito potente desses conceitos, desde pequeno, dentro de casa. No entanto, acreditamos que a escola também é um lugar para reforçar, construir e refletir sobre essa temática. Afinal, todos queremos uma sala de aula compassiva, com estudantes felizes e gentis uns com os outros, certo?

O Aprendizagem para Corações e Mentes é um curso do SEE Learning  -  um programa internacional desenhado para fomentar a aprendizagem social, emocional e ética em todos os níveis da educação básica. O curso é elaborado pelo Centro de Ciência Contemplativa e Ética Baseada em Compaixão da Emory University e aplicado pela Gaia+. Focado em levar compaixão para dentro da sala de aula, o curso está com as inscrições encerradas para esse ano, mas logo abriremos novas turmas para 2023. 

A professora Sheila Potumatti Popovic Tiusso, de São Paulo, aplicou alguns dos aprendizados do curso em sala de aula e nos contou como foi essa experiência. Professora de Projeto de Vida e orientadora socioemocional em dois colégios, Sheila afirma que teve ótimas vivências com relação ao SEE Learning, tanto com o sexto, quanto com o terceiro e quarto ano do ensino fundamental — no Colégio Caetano Álvares, na capital paulista, e no Colégio Objetivo Plenitude, em Guarulhos. Também na cidade, ela leciona Ciências no Colégio Farias Guarulhos.

“Nós tivemos uma prática sobre amabilidade e eles nem sabiam o que era isso. Na prática, eles perceberam o quanto é importante a gente perceber as diferenças um do outro, aceitar essas diferenças do colega, e viram que não é só a nossa opinião a mais importante”, conta a professora. “Tivemos também uma prática sobre gentileza, em que eles perceberam que já têm atitudes que eles tomam que eles nem sabiam que era gentileza. Dias depois, eles voltaram falando sobre atitudes deles (com a vó, alimentando o cachorro, ajudando a mãe na louça) que foram exemplos de gentileza. Achei super positivo que eles levaram a prática da sala de aula para o dia a dia, fora da escola”, comenta.

Conceitos básicos, mas necessários — e que cabem no currículo

O curso Aprendizagem para Corações e Mentes é dividido em unidades e capítulos. O Capítulo 1, “Criando uma sala de aula compassiva”, é justamente aquele que apresenta conceitos fundamentais sobre a bondade e a compaixão. É importante que os professores entendam a importância de se ensinar tais conceitos aos alunos, com o objetivo de criar uma escola saudável e motivar o aprendizado. Além desses conceitos básicos, a prática da atenção plena também pode ser aplicada com os estudantes do fundamental e transforma, não só a sala de aula, mas cada criança, individualmente.

 

“O que me marcou bastante foi uma aluna do espectro autista que me surpreendeu, após duas aulas seguidas sobre o assunto, quando pedi que eles fizessem um desenho que representasse o que eles entendiam por gentileza”, conta Sheila. “Perguntei a ela o que era o desenho dela, e ela me disse: ‘Tia, aqui eu desenhei Deus e eu mesma, com a mão no coração”. Perguntei o que ela queria dizer com o desenho e ela respondeu: ‘Eu quis dizer que eu estava agradecendo a Deus, pelo quanto ele é bom comigo’”, relata. “Especialmente por ela ser do espectro, achei bem interessante a explanação”, conta.

E se você pensa que esses conceitos não se encaixam no currículo formal da sala de aula, olha só que legal: A professora contou à redação da Revista Fique Bem que chegou a trabalhar o conceito de interdependência com os seus alunos usando um esqueleto. “Estávamos trabalhando o sistema ósseo. Imprimi esqueletos com os ossos todos bagunçados e ele montaram o esqueleto, juntando as peças. Daí, eu puxei a ideia da interdependência: disse que um osso depende do outro e que, se montássemos um osso fora do lugar, nós não conseguiríamos ter os movimentos que nós temos.

E aí, você também quer vir com a gente construir escolas compassivas e motivar seus alunos de maneiras inovadoras? Participe da próxima turma do nosso curso, chame seus amigos professores e não se esqueça: educação socioemocional começa pelo educador. Fique de olho na nossas comunicações que avisaremos assim que tivermos uma nova turma aberta para o curso de 2023.

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O que o esqueleto tem a ver com levar conceitos de amabilidade para a escola?