Mulher forçada
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Na reta final das eleições presidenciais de 2022, como tem estado a sua saúde mental?

Hora do Café

Edição N.º 21 - Outubro de 2022

Quando você lê ou ouve falar sobre as eleições de 2022, quais sentimentos te preenchem? Além disso, quais as sensações que você sente fisicamente no seu corpo quando tocamos neste assunto? Pare um pouco na leitura do texto e reflita sobre isso. Pensou? Agora pode continuar

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Fazer essas perguntas logo no período entre o primeiro e segundo turno das eleições é esperar as mais variadas possibilidades de resposta. Há quem esteja eufórico. Alguns estão apreensivos, ansiosos, preocupados. Há ainda quem sinta calafrios só de pensar em alguma das possibilidades de resultado que podemos ter na noite do dia 30 de outubro, data do segundo turno, quando o Brasil escolherá entre Lula e Bolsonaro para ocupar o cargo de presidente do país pelos próximos quatro anos.

Seja lá como você estiver se sentindo, uma coisa é certa: provavelmente, as eleições deste ano estão mexendo ainda mais com a sua saúde emocional do que outras eleições podem ter mexido no passado. Afinal, estamos em meio a uma disputa extremamente polarizada, recheada de debates acalorados e ânimos acirrados: a receita para dias estressantes, por mais alheio a política que você possa ser.

Quando os adversários políticos são vistos como inimigos que precisam ser derrotados a qualquer custo — como muitos eleitores, de ambos os lados, têm considerado ser o caso das eleições deste ano — , a expectativa sobre o resultado das urnas pode ser um gatilho para transtornos de ansiedade e depressão. Apesar disso, especialistas dão indícios de que existem alternativas para manter o bem-estar e uma boa saúde emocional, mesmo em período eleitoral.

“É importante questionar o pensamento de que será o ‘fim do Brasil’ se o candidato que a pessoa não gosta for eleito”, afirma o médico Rodrigo Huguet, membro da diretoria da Associação Mineira de Psiquiatria (AMP), em entrevista à agência de notícias Folhapress. “Essa narrativa é uma estratégia para ganhar votos. O processo democrático prevê alternância de poder, e a cada quatro anos temos novas eleições”, afirma o médico. 

Ainda segundo o profissional, reações emocionais de ansiedade, medo, angústia e até raiva são naturais e necessárias, em certa medida, durante um processo de decisão importante como é o processo eleitoral. O problema se dá quando elas persistem, gerando sofrimento significativo, e interferindo na qualidade de vida ou na funcionalidade da pessoa. Neste momento, um tratamento especializado deve ser procurado.

A gente sabe que, dada a diferença que existe entre os candidatos que estão no páreo para a presidência, não é fácil pensar em um Brasil comandado por aquele que não apoiamos. Ainda neste contexto, a velocidade e a superficialidade das discussões que acontecem, sobretudo nas redes sociais, não ajudam a processar e a administrar diferentes sentimentos que um processo eleitoral pode causar na gente. 

Contudo, é preciso que tenhamos um olhar de compaixão sobre nós mesmo e sobre as pessoas que estão ao nosso redor. Reflita sobre o que você tem feito, durante esse mês, para garantir a manutenção da sua saúde mental. Quantas vezes você se distanciou das notícias e das redes sociais para ter um momento de pausa e de verdadeiro descanso? Quantas vezes você conversou sobre os seus sentimentos com pessoas da sua rede de apoio? Você tem feito exercícios e se alimentado com regularidade?

Tudo isso é importante para que não nos deixemos levar pelo calor do momento, e para que não antecipemos problemas que podem surgir diante da eleição de um ou de outro candidato. Um dia de cada vez, lembra?

Tome sua decisão com base em muita pesquisa e conversa, sim. Seja ativo politicamente e ajude outras pessoas a estarem devidamente informadas para que, sozinhas, tomem uma boa decisão também. Mas, além disso, cuide de você. Independentemente do resultado do dia 30, a sua saúde mental terá que ser a sua maior aliada em 2023. Lembra da nossa máxima? Não é possível cuidar de ninguém se não estivermos bem. Isso serve para o nosso cuidado com os nossos alunos e para o nosso cuidado com o nosso país também. Se cuide e conte com a gente!

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