Crianças da escola meditando
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Coordenadora pedagógica adota técnicas do mindfulness na Baixada Santista

Corações e Mentes em Ação

Edição N.º 14 - Março de 2022

Você já ouviu falar em mindfulness? Apesar da palavra complicadinha e estrangeira, o conceito pode ser explicado de maneira simples: trata-se de um conjunto de técnicas que nos ajudam a manter a concentração no momento presente. Ou seja, a habilidade de chegar à atenção plena, saber o que está acontecendo em sua cabeça em um determinado momento, sem se deixar levar pelos pensamentos. Essa habilidade, tão popularizada atualmente, traz diversos benefícios que podem refletir no nosso trabalho, nos nossos estudos e também na nossa vida pessoal. 

Agora que você já conheceu o conceito, tente refletir: quem precisa mais do mindfulness, você ou seus estudantes? A verdade é que todos nós ganhamos ao desenvolver a atenção plena. Afinal, responder sabiamente às coisas que nos acontecem é um verdadeiro super poder.

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Elizabeth usa a escuta ativa nas reuniões que coordena

A coordenadora pedagógica Elizabeth Sarabando, da UME Professora Almerinda Monteiro De Carvalho, em Cubatão —  cidade localizada na Baixada Santista, em São Paulo —  começou a usar, recentemente, técnicas do mindfulness nas reuniões que faz com sua equipe de professoras. O resultado, segundo ela, são encontros mais dinâmicos, agradáveis e produtivos. Além disso, todas as professoras são estimuladas e aplicar, em alguma medida, o mindfulness na sala de aula, junto aos estudantes do Ensino Infantil, com idade entre 4 e 5 anos. Pois é: definitivamente, não há idade mínima ou máxima para desenvolver a atenção plena.

“Na semana passada, eu fiz um check-in na reunião, que era pedindo a elas para que descrevessem suas emoções através de uma paisagem natural. Foi bem legal fazer isso e as emoções transbordaram. A partir do momento em que você consegue colocar para fora, consegue se olhar e comunicar seus sentimentos, fica mais fácil de você entender o que você está passando”, afirma Elizabeth. “E essa atividade, por exemplo, pode ser adaptada às crianças, sem problema nenhum”, ressalta.

As técnicas foram aprendidas no Aprendizagem para Corações e Mentes, curso do SEE Learning — um programa internacional desenhado para fomentar a aprendizagem social, emocional e ética em todos os níveis da educação básica, elaborado pelo Centro de Ciência Contemplativa e Ética Baseada em Compaixão da Emory University. Focado em levar compaixão para dentro da sala de aula, o curso começa uma nova turma agora em março.

 

“Esse foi o melhor curso que fiz durante a pandemia! Recomendo a todos os professores. Em tempos tão difíceis como os que estamos vivendo, se faz necessário o autocuidado e a autocompaixão, conceitos que são ensinados na prática”, relata a coordenadora. “A dinâmica do curso é bem diferente de qualquer outro que já tinha feito. É um curso leve e feliz, com gostinho de quero mais!”, completa.

 

Segundo Elizabeth, além da técnica de check-in — que consiste em atividades para entender o humor e as expectativas de um grupo no início de um encontro  — , a prática de autocuidado, tirando alguns minutos para desacelerar em silêncio e com atenção à respiração, também passou a integrar as reuniões semanais das professoras. Ela conta que não força nenhuma professora a participar, mas pede que, aquelas que não estiverem à vontade com a prática fiquem em silêncio por alguns minutos para que a atividade seja feita em grupo. Contudo, mesmo sem obrigatoriedade, todas participam e algumas até já adotaram a meditação infantil, por poucos minutos, mas todos os dias, na sala de aula com os pequenos. 

“Eu tenho uma professora na nossa equipe (Maria Rita Rodrigues) que também fez o curso no ano passado. Ela sempre faz uma meditação com os alunos dela no início da aula. E ela fala sobre o quanto isso ajuda a trazer a calma para o ambiente. Afinal, se você não está bem, você não aprende”, diz Elizabeth. “A emoção é fundamental para o aprendizado. Se a criança está se sentindo acuada de qualquer forma, não está se sentindo bem naquele espaço, aquilo traz alguma espécie de trava, de trauma, e a gente trabalhou muito isso no curso”, finaliza. 

 

E você, professor, já pensou em adotar técnicas do mindfulness na sala de aula ou nas reuniões de trabalho? Já tirou seus minutos de pausa hoje? Deixe o seu relato e o seu comentário aqui embaixo. 

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