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Você já parou para prestar atenção plena no que você fez no seu dia?

Corações e Mentes em Ação

Edição N.º 16 - Maio de 2022

Vamos tentar fazer uma atividade juntos? Isso mesmo: eu e você que está lendo este texto, neste exato momento. Se puder, sente-se confortavelmente, como eu estou fazendo, e reflita sobre tudo o que você fez das duas últimas horas para cá. Eu vou fazer o mesmo por aqui. Isso mesmo, pensei em tudo: dos lugares onde você esteve, às pessoas com quem conversou, e às sensações que você sentiu… Tudo até o momento em que trombou com essa publicação. Não precisa se frustrar com uma possível falta de memória. Acontece. E, depois que terminar, pense bem: quando foi a última vez que você prestou atenção plena em como você se sentia e no que você fazia?

A professora Catiúsca Borges, que leciona as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática em Itapevi, município da Grande São Paulo, fez a mesma pergunta aos seus alunos, crianças com idade entre 7 e 14 anos. Segundo ela, de 20 estudantes perguntados, apenas três revelaram ter feito uma atividade como essa — de prestar total atenção no que sentia ou fazia — antes da aula que tiveram com ela. Para os outros 17 alunos, a prática de atenção plena foi não só uma novidade como um desafio.

“Eles acharam essa experiência incrível. Toda a atividade que eu fiz com eles levou, no máximo, sete minutos. Mas, para eles, pareceu uma eternidade, por falta de costume”, diz a professora. “Perguntei a eles quanto tempo por dia eles precisariam separar para praticar uma atividade como essa e, no outro dia, alguns alunos chegaram a me dizer que praticaram em casa”.

A atividade citada pela professora Catiúsca foi retirada do currículo oferecido aos professores que são alunos no Aprendizagem para Corações e Mentes, curso do SEE Learning — um programa internacional desenhado para fomentar a aprendizagem social, emocional e ética em todos os níveis da educação básica. O curso é elaborado pelo Centro de Ciência Contemplativa e Ética Baseada em Compaixão da Emory University. Focado em levar compaixão para dentro da sala de aula, o curso está sendo ministrado para uma nova turma agora em maio.

“O legal do currículo do curso é que ele está bem estruturado. Embora eu já fizesse exercícios de respiração antes, agora eu sei quais palavras que eu devo escolher para fazer os exercícios com os alunos”, explica a educadora. “O curso me ajudou muito a saber como fazer as atividades. Porque eu já olhava para questões do socioemocional, da saúde dos alunos, mas não sabia muito como fazer certas atividades. Nisso, o curso me ajudou bastante”, revela.

A professora conta ainda que, ao falar sobre atenção plena com os alunos, pediu aos estudantes que elencassem as profissões em que acreditam que a atenção é essencial. “Trouxeram bombeiro, pensando na emergência do atendimento, médico, levando a questão do cuidado necessário em uma cirurgia, caminhoneiro, que precisa estar acordado na estrada… Até que eles chegaram à conclusão de que a atenção é importante para todo mundo”, conclui.

E você, quanto tempo precisa para praticar a atenção plena com os seus alunos? Já pensou em tirar alguns minutos da aula para esse tipo de atividade? Conte para a gente nos comentários. Ah, e fique de olho: assim que abrirem as inscrições para uma nova turma do curso, iremos avisar aqui e nas nossas redes sociais.

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Você já parou para prestar atenção plena no que você fez no seu dia?