Que ano… Que ano! Afinal, que ano? Dizer adeus a 2021 é como se despedir de um estudante que chegou no meio do segundo semestre, sentou em um canto da sala, calado, mas fez uma revolução. Este ano que acaba em poucos dias parece ter começado também há pouco, mas ao mesmo tempo, carrega a sensação de ter durado dois anos completos: os anos em que a pandemia nos obrigou a viver apartados da vida que costumávamos ter e das pessoas que costumávamos ver. 

Foi 2021 também que nos trouxe as vacinas, os poucos abraços que já pudemos dar, as lágrimas de esperança. Foi neste ano que muitos de nós voltaram a pisar em uma sala de aula. Foi neste ano que começamos a acreditar no fim de um pesadelo que não parecia ter fim.

Também em 2021 nasceu a Revista Fique Bem. Juntos, falamos sobre assuntos leves como poesia, circo e brincadeiras, mas também discutimos com seriedade sobre temas como abuso sexual, racismo e lgbtfobia. Estivemos com os mais variados profissionais da educação, do desenvolvimento humano e da saúde mental, sempre somando e compartilhando aprendizados, risadas e histórias com professores de todo o Brasil. 

“Ser professor e não lutar é uma contradição pedagógica”, como dizia Paulo Freire, e é por isso que, apesar de tudo o que tivemos que viver em 2021, nós, professores, reagimos, nos reinventamos, nos unimos e crescemos, aprendendo, ensinando e reconstruindo um mundo no qual acreditamos. Ainda há muito trabalho pela frente, mas somos gratos por tudo que alcançamos.

A edição da Revista Fique Bem deste mês vem um pouquinho diferente, mas com personagens que já conhecemos. A ideia aqui é mudar, encarar o novo, mas respeitar e saudar a todos que já passaram pela nossa história. As professoras que, até a edição passada, eram colunistas, hoje performam como entrevistadas. As lives dão espaço para novos formatos de textos e esse é só o primeiro passo para 2022. 

Muito obrigada pela companhia, pela confiança e pela parceria em 2021, querido colega. Que seu fim de ano seja leve e tranquilo. Que seu 2022 seja potente e suave. E que a nossa relação, de professor para professor, fique ainda mais intensa depois de todo esse ano de aprendizados. Sou porque somos. Ubuntu!

Um beijo

Professora Fique Bem

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Profissão professora em 2021: uma retrospectiva docente
 

Todo o ano é a mesma coisa: no dia 1º de janeiro, já estamos rodeados por pessoas queridas, em festa; em fevereiro, como bem cantou Jorge Ben Jor, tem carnaval; no meio do ano, celebramos o Dia das Mães, as festas juninas… E então, chegam as férias escolares! No segundo semestre, temos o Dia dos Pais, o Dia da Criança, o Dia dos Professores… Não demora para o Natal chegar e, logo, recomeçamos a sequência. Norteados por festas, por abraços e por reencontros, registramos os meses com almoços familiares ou participando de grandes eventos. Contudo, como todos sabemos, não aconteceu bem assim nos últimos dois anos. Nos distraímos e já é 2022!

QUANDO DOIS ANOS PARECEM TER SIDO APENAS UM

“A percepção que eu tenho é de que 2020 e 2021, por todos os desafios que vivemos, viraram um ano só. Nós fomos privados de vivenciar rituais importantes que nos ajudam a compreender esta demarcação de tempos e fases. Além disso, quem trabalha com educação e foi privado de estar presencialmente com os estudantes ficou com esta sensação de lapso temporal, de lacuna, de ausência de um tempo real, efetivo, em contato com eles”, pontua a professora Gina Vieira Ponte, que leciona há mais de 30 anos no Distrito Federal e que foi colunista da Revista Fique Bem durante todo o ano de 2021.

“Termos sido sequestrados para uma outra forma de viver, trabalhar e estudar, nos trouxe uma sensação de perplexidade, uma sensação de que a nossa vida estava suspensa, um mal-estar generalizado, que foi tornado ainda pior pelo pânico que o risco de contaminação com o vírus e o risco de perder alguém criaram na gente”, lembra a professora. Segundo ela, os primeiros dias do período de pandemia foram os mais complicados, quando ela se encontrou com os sentimentos de impotência e de profunda tristeza. 

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Contudo, não demorou muito para que a professora sentisse a necessidade de reagir àquela situação. “Eu me dei conta de que estávamos em meio a uma guerra contra um inimigo invisível e de que era importante ir para as trincheiras com as armas com as quais eu conseguiria batalhar”, comenta a autora do Projeto Mulheres Inspiradoras — que já acumula 15 prêmios, inclusive internacionais. 

“Ver os profissionais da saúde no fronte, fazendo o enfrentamento corajoso, ver as famílias lutando por sua sobrevivência, os gestores públicos éticos e comprometidos com a democracia cumprindo o seu papel, me inspirou e me provocou a me perguntar qual era o meu papel e que contribuições eu poderia dar naquele momento”, desabafa a professora. Motivada por essa vontade de fazer a sua parte, Gina ministrou mais de 350 palestras de março do ano passado até dezembro deste ano, estabelecendo contato e criando vínculos com professores de todo o país.

Viva à ciência! — e à parceria entre professores

Para a professora Flávia Pereira Lima, que leciona Ciências em Goiás e assinava a coluna Pedagogia do Encanto aqui nesta revista, 2021 foi um ano difícil, mas bastante diferente de 2020, por conta do conhecimento científico que acumulamos com o passar dos meses na pandemia. 

 

“Como a ciência desenvolveu informações sobre o coronavírus e a gente entendeu melhor o que estava acontecendo, isso me trouxe tranquilidade. Afinal, eu preciso ter informações para me sentir tranquila e compreender o que está acontecendo”, reforça a professora. “Então, foi um ano difícil. Mas eu estava refletindo aqui, em relação aos alunos e à escola, e os sentimentos que eu tive neste ano foram muito parecidos aos que eu sinto na escola, em um ano regular, no presencial. Só que foram mais fortes”, admite Flávia.

 

“O que eu senti muito esse ano foi uma angústia de que eu poderia estar deixando algum aluno para trás, porque eles não estavam conseguindo acessar tecnologicamente de maneira adequada, porque o ensino remoto é muito desafiador, tanto para eles, quanto para nós professores… Isso me angustiou muito! Por outro lado, eu tive a forte sensação de que eu fiz o melhor que eu poderia fazer dentro do possível, sabe?”, considera nossa amiga de Goiás. “Então, foi esse equilíbrio, da angústia que acompanha todo o professor e também o sentimento de realização, por ver que — apesar de tantos desafios — os estudantes estavam aprendendo. Assim, a gente percebe o quão importante é a escola!”, reflete.

 

Assim como Gina, que se dedicou a realizar trocas com professores de todo o país, Flávia percebeu que sozinha não estava. “Como eu tenho um grupo de colegas que trabalha de forma muito orgânica, a gente se suporta muito, isso me trouxe uma certa tranquilidade”, aponta. A professora Flávia, inclusive, é uma das pessoas que participou da idealização do Fique Bem, desde o seu início, sendo a responsável pelo nome do projeto. Hoje, já atingimos mais de 150 mil professores em todo o país. E não é que juntos somos mais fortes mesmo?

 

Ensinamos muito —  aprendemos mais ainda

Se Cora Coralina dizia que “feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”, temos motivos suficientes para nos sentirmos verdadeiros alunos neste ano. Afinal, em 2021, todo mundo aprendeu muito. Principalmente nós, professores. Começou com a necessidade de adaptação rápida de todo um planejamento, bem no meio de um ano letivo. Vivemos desafios inimagináveis no ensino remoto, tivemos que equilibrar pratos no ensino híbrido, e respeitar novos protocolos no ensino presencial — isso sem contar a vida fora das salas de aula.

 

“Os estudantes, ao retornarem para a escola, estavam animados e também com muitas expectativas com o chamado “novo normal”. No início, foi muito difícil manter o distanciamento na sala de aula, não poder trabalhar em grupo com os colegas e não ter o recreio para correr, se abraçar, pular… Foi bastante complicado para todos nós. Aos poucos, porém, eles foram se acostumando com a situação e os protocolos de segurança foram fazendo parte da nossa rotina”, relata a professora Lorena Bárbara Santos Costa, que também foi colunista da Revista Fique Bem, e leciona na rede pública municipal dos municípios de Salvador e Lauro de Freitas, na Bahia.

“Em 2021, vivi acompanhada por muitos sentimentos: vivi expectativas, senti medo, tive esperança e me agarrei à fé. O principal aprendizado que levo deste ano é que não podemos perder a esperança jamais e que devemos defender a ciência como forma de preservar a vida”, conta Lorena. Flávia, por sua vez, diz que ficou encantada ao notar, na prática, como pessoas do mundo inteiro se uniram para buscar enfrentar os desafios deste ano. “De 2021, o que eu trago muito forte em mim é a importância do trabalho coletivo, sabe?”.

 

“Juntos, a gente consegue pensar caminhos, pensar rotas, para vencer grandes dificuldades. Eu senti muito isso esse ano, com todos os desafios impostos no trabalho, na escola. Juntamente com meus colegas, a gente pensou, dialogou, construiu juntos, errou, reconstruiu… Então, eu sou muito fascinada sobre como nós, seres humanos, podemos enfrentar desafios juntos e reconstruir, mesmo quando tudo se desestabiliza. Taí a ciência, em 2021, demonstrando a importância de um trabalho coletivo”, conclui.

Por fim, a professora Gina acredita que o grande aprendizado de 2021 passa pela compreensão de algo que ficou escancarado para todos que se debruçaram sobre a área da educação no Brasil durante a pandemia:

“O aprendizado mais importante é a reafirmação de que os nossos problemas educacionais são, antes de tudo, problemas de desigualdade social. Não é possível falar em garantia de aprendizagens, sem estar atento à garantia de tantos outros direitos sociais, e agora, inclusive, o direito à inclusão digital. Além disso, não é possível falar de garantia de direitos sociais sem a menção ao racismo estrutural, que é a base da organização da sociedade brasileira”, afirma.

“A pandemia nos mostrou, ainda, que é necessário, como diz o grande professor Antônio Nóvoa, compreender que uma educação apartada das novas tecnologias, vai estar preparando os estudantes esplendidamente para um mundo que não existe mais”, considera. “Por outro lado, não podemos perder de vista que, quanto mais tecnológico for o mundo, mais nós precisaremos de uma educação que se comprometa com a humanização dos sujeitos. A educação é, antes de tudo, um processo de humanização. Neste sentido, outro aprendizado importante que obtivemos foi quanto ao fato de compreender, em maior profundidade, que tecnologia por tecnologia não traz inovação na educação”, conclui a professora.

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Entenda e saiba lidar melhor com a melancolia de fim de ano
 

Apesar de ser a época das “festas de fim de ano” e das confraternizações com os amigos e com as famílias, nem todo mundo fica feliz e festivo no mês de dezembro. Você conhece alguma pessoa que, com a chegada do Natal e do Ano Novo, demonstra um certo baixo astral? Você já se sentiu assim? Aliás, como você está se sentindo agora, colega professor? Vamos fazer um exercício de reflexão: seja sincero consigo mesmo e pense, com carinho, o que a chegada de 2022, neste momento, significa para você.

"ENTÃO É NATAL E O QUE VOCÊ FEZ"?

“Eu vejo que no fim do ano, tal qual em um fim de ciclo, existe uma deparação de pessoas com a sua própria história e também com a expectativa de eficiência em diversos aspectos da vida. No aspecto do trabalho, na vida conjugal, no aspecto maternal, paternal, e até no lazer”, pontua o psicólogo clínico e facilitador de grupos Fred Barão, membro da Associação Paulista da Abordagem Centrada Na Pessoa. 

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“Então, para as pessoas, existe um olhar até bastante crítico para aquilo que fizeram e, principalmente, para aquilo que deixaram de fazer, aquilo que ficou aquém”, continua. Não é à toa que muitas pessoas se arrepiam quando ouvem o famoso verso “então é Natal, e o que você fez?”, eternizado pela cantora Simone.

“Assim como verificar coisas que eu deixei de fazer, penso também em pessoas que ficaram para trás”, exemplifica o psicólogo. E é claro que, em dezembro de 2021, ano marcado pela pandemia da Covid-19 em todo o mundo, é preciso falar e pensar na nossa relação com o luto. 

“Não posso tirar do contexto da pandemia, lembrando que muitos se foram. Não só muitas pessoas, através de um falecimento, mas empregos se foram, relacionamentos amorosos se foram. Tá bom que, de vez em quando, sair de um emprego ou de um relacionamento amoroso traz muita vida para algumas pessoas, mas para outras não: traz a sensação de frustração e fracasso”, continua Fred.

 

Como se não bastasse toda essa reflexão, muitos de nós precisamos ainda viver esse fim de ciclo compartilhando momentos com pessoas que não são exatamente as companhias mais confortáveis. Reconhece essa situação? “Muitas vezes, famílias que não se importam muito mesmo de coração umas com as outras se reencontram ao fim do ano, e pessoas que vivem relacionamentos conturbados ficam em um mesmo ambiente”, pontua o especialista. Ele comenta ainda que essa é uma das queixas mais comuns que recebe entre os seus pacientes ao fim do ano: previsões de brigas nas confraternizações em família e relatos de encontros familiares pouco harmônicos, hipócritas e desagradáveis. 

“Logo, o fim do ano é um momento de muita reflexão que, culturalmente e midiaticamente, nos coloca de frente para um espelho. E, como não exercitamos esse olhar mais profundo para o espelho nos outros dias do ano, muitas vezes não encontramos aquilo que gostaríamos, e a frustração impera”, diagnostica o psicólogo. 

Uma resposta simples, um processo lento e contínuo ​

Bom, então a solução para a melancolia de fim de ano seria nos olharmos com mais frequência nesse espelho? Exercitar essa reflexão no decorrer do ano? A resposta simples é sim. Mas não há nada de simples nisso. É um processo complexo e, por isso mesmo, requer estratégias, consciência e sabedoria.  

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“A gente vai cair na questão do autoconhecimento. Quando a gente fica próximo de si mesmo, como um ato consciente, se colocando na própria agenda de afazeres — literalmente e, se possível, com generosidade, não com peso — a gente toma uma decisão de se levar mais em consideração”, sugere Fred. “Nesse ponto, é muito comum a gente perceber micro-ciclos, sutilezas do nosso corpo, sutilezas do raciocínio, sutilezas das emoções. Entender esses micro-ciclos faz toda a diferença”, revela. 

E sim, meus queridos colegas professores, estamos falando de terapia, de meditação, de diários, de ferramentas que possam nos ajudar a acessar esse espelho com mais gentileza. A gente sabe e, se você acompanha essa revista, você também tem consciência de que, nem sempre, o caminho do autoconhecimento é agradável e tranquilo de ser percorrido. E aqui a gente cai no meme de 2021: “é sobre isso e tá tudo bem”. 

“Se eu fujo do buraco, não é por muito tempo. O buraco vai me pegar. Mas entender a dor como parte da nossa vida é importante. Só quando eu consigo identificar as emoções que eu estou sentindo é que eu consigo lidar com elas”, ressalta Fred. Afinal, se aprendemos algo durante esse ano de projeto Fique Bem é que a alegria e a tristeza podem coexistir. Só é preciso sabedoria e experiência para lidar com as emoções desagradáveis e aprender algo com elas. Lembra do filme Divertida Mente? Pois é, é por aí. 

“Entender um pouco mais a complexidade das situações e das pessoas é importante. Por exemplo, quando eu olho para o meu trabalho e percebo que estou sendo muito exigido, eu posso estar sendo muito exigido talvez porque as pessoas confiam em mim. Entender a complexidade, dar um passo para trás, entender que, onde existe uma dor, também pode existir algo que me acalante, algo que me valorize, entender o meu valor, é importante”, orienta.

“Daí, entra uma outra faceta que eu percebo que as pessoas do meu convívio, na pandemia, entraram muito em contato, que é o tal do contentamento. Não tanto da esfuziante alegria, com o sorriso no rosto, mas do contentamento, de estar fazendo aquilo que você gosta”, diz Fred. “Eu percebo que, durante a pandemia, a régua foi muito pra baixo. Fomos cerceados de muitas coisas. Então o simples contentamento e olhar com mais frequência para os contentamentos, aquilo que me nutre, que está muito próximo dos meus propósitos, aquilo que eu realmente valorizo, se tornou necessário”, reflete.

 

Por vezes, o que nos traz contentamento não é algo que mereça ser publicado nas redes sociais ou que seja digno de contar para alguém. Mas, se lhe traz energia para continuar e te coloca próximo do sentido da sua vida, aceite. Que o ano de 2022 seja repleto desses pequenos momentos e que, apesar dos sentimentos mais difíceis de lidar, você possa preencher o seu coração com o sentimento de gratidão na maior parte do tempo do ano que se inicia. Conte conosco! 

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O papel da escola no combate à opressão da mulher na sociedade
 

Não é novidade que, ainda em 2021, o nosso modelo de sociedade oprima as meninas. Em setembro, o Fique Bem elaborou e publicou um vídeo voltado a esse assunto, com um forte texto da nossa colunista sobre feminismo, a professora Gina Vieira Pontes. A publicação de setembro foi a primeira parte de uma série que se encerrou agora em dezembro, com um novo vídeo sendo publicado em formato de animação, tanto no nosso YouTube quanto no nosso Instagram. 

VÍDEO: COMO O MUNDO VÊ AS MENINAS? - PARTE 2

O vídeo, que também foi roteirizado pela professora Gina, está disponível para ser usado em sala de aula e fala sobre como a escola pode reagir diante de um mundo machista e repleto de misoginia. Precisamos transformar a escola em um espaço de diálogo sobre os direitos das meninas. 

O machismo estrutural é combatido na sua escola? Como a instituição onde você trabalha reage a alunas que fogem aos estereótipos de gênero? Vocês ainda separam os brinquedos em brinquedos de meninas e brinquedos de meninos? Veja o vídeo e leve esse debate até onde for possível e necessário.

O Fique Bem espera que vídeos como esses ajudem os professores a tratarem do assunto com todos, desde seus alunos, até à administração dos colégios. Afinal, a escola precisa promover uma educação que possibilite às meninas terem sonhos maiores que aqueles impostos pela cultura patriarcal. 

 

Faça a sua parte em 2022!

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A consciência sobre o quanto afetamos e somos afetados pelo mundo
 

Quantas mãos são necessárias para acender a luz da sua casa? A resposta parece óbvia: uma única mão, a que aperta o interruptor. Contudo, você já parou para refetir quantas pessoas foram necessárias para que esse botão funcionasse? São incontáveis mãos que garantiram produtos, serviços, condições e experiência para que um só dedo fosse capaz de iluminar uma sala.

VÍDEO: QUANTAS MÃOS SÃO NECESSÁRIAS PARA ACENDER A LUZ DA SUA CASA?

Esse é um exemplo de como a nossa visão de mundo muda a partir do momento em repensamos o individualismo e refletimos sobre o conceito de interdependência. Aprendemos desde cedo que a independência é o auge das nossas conquistas. Contudo, numa perspectiva mais macro, se olharmos para a humanidade como um todo, nossos grandes avanços não foram fruto do trabalho de uma pessoa ou outra, mas sim da colaboração e dos esforços coletivos.

O segundo vídeo publicado pelo Fique Bem no mês de dezembro é mais uma animação bastante didática — sim, sabemos que vocês adoram usar esses conteúdos em sala de aula e é claro que está totalmente liberado — sobre o conceito de interdependência. A produção tem menos de dois minutos, mas traz um potente e ousado texto dos professores Flávia Pereira Lima, Valetin Conde Cruz e Eduardo Pacífico, todos colunistas aqui dessa revista.

Está preparado para esta obra-prima que foi feita em diversas mãos? Então dê o play e repense seu planejamento de aulas para 2022. Afinal, esse tema, com certeza, vai fazer parte da sua prática escolar no ano que vem.

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Dicas Culturais

Não só de planejamento de aula e reuniões pedagógicas vive o professor. Até porque, convenhamos, somos muito mais que seres que possam ser resumidos a apenas um trabalho. Contudo, por termos uma mesma profissão, que revela nosso amor pela educação, é claro que temos alguns gostos em comum e quem não gosta de um bom evento cultural para rever os amigos? 

 

Confira duas dicas culturais que nós do Fique Bem separamos para você aproveitar um pouquinho mais das suas férias de janeiro:

  • Se você é professor e adoraria saber porque, afinal, o filhinho do Eduardo ficou de recuperação, temos uma ótima notícia para você. Em janeiro, estreia no cinema a história de Eduardo e Mônica, um dos casais mais famosos da cultura brasileira. O enredo se passa em Brasília, na década de 1980, e o filme promete reunir desde os nossos colegas professores fãs de Renato Russo, até os nossos alunos mais jovens — que ainda estão no esquema “escola, cinema, clube e televisão”. Confira o trailer oficial do filme abaixo: 

  • Alô, professores de literatura, artes e cultura brasileira! Para quem ainda não fez as contas, estamos entrando em 2022, e isso significa que chegou a hora de comemorar o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, evento que marcou o Modernismo Brasileiro. Para isso, diversas ações acontecerão em todo o país, mas principalmente em São Paulo, onde o evento aconteceu há 100 anos. O Governo do Estado de São Paulo anunciou o projeto especial “Modernismo Hoje”, que conta com 100 eventos ao longo de 18 meses, até dezembro de 2022. Veja a programação completa aqui.

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O QUE VEM POR AÍ?

Obrigada por nos acompanhar por todo 2021.

Temos novidades vindo por aí.

Nos vemos em breve!